Bloco Ibéji

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Bloco Ibéji elege Realeza Afro-Mirim 2026 em celebração infantil

 

Foto: Lucas Felipe 

   O Carnaval de Salvador de 2026 já tem seus pequenos soberanos definidos. Em um evento marcado pelo axé e pela celebração da ancestralidade, o Bloco Afro Infantil Ibéji realizou a 12ª edição de seu Concurso Cultural, elegendo Marcos Vinícius Santana, Adrielly Vitória de Jesus e Vinícius Santana Custódio como os representantes da força e beleza da criança negra para o próximo desfile.

   A corte deste ano reflete a diversidade das comunidades de Salvador e Região Metropolitana. O título de Rei Afro foi conquistado por Marcos Vinícius Santana, de 9 anos, morador do bairro de Santa Cruz. A coroa de Rainha Afro ficou com Adrielly Vitória Araújo de Jesus, de 10 anos, representante de Nova Constituinte. Já o posto de Rei Mominho será ocupado por Vinícius Santana Custódio de Souza, de 11 anos, vindo de Barra do Jacuípe.

  Para garantir o rigor e a valorização estética e cultural, o concurso contou com um corpo de jurados de peso. Entre os avaliadores estavam: Antônio Marques, diretor teatral e artista plástico; Agamenon de Abreu, doutor em Artes Cênicas e professor da UNEB; Rivailton Veloso, administrador e coordenador na SETUR-BA; Candida Sampaio, socióloga com foco em educação e cultura; e Anderson Mato Grosso, especialista em moda e coordenador do Afro Runway.

  O Concurso do Bloco Afro Infantil Ibéji consolida, há mais de uma década, um trabalho de educação e autoestima. Através da cultura afro-brasileira, o projeto ensina às crianças sobre suas raízes, transformando o desfile no Circuito Osmar em um verdadeiro ato de afirmação política e social.

  A realeza eleita estará à frente do Bloco Ibéji no Domingo de Carnaval, no Circuito Osmar (Campo Grande), com concentração prevista para às 11h da manhã. Será o momento de apresentar ao público o resultado desse processo de valorização da identidade negra.


sábado, 22 de novembro de 2025

Banda Ibéji lança audiovisual "Cabelo Black"




Acompanhando a força e a representatividade do Novembro Negro, a Banda Ibéji lançou, no último dia 20, o videoclipe oficial da música “Cabelo Black” no YouTube.

O clipe celebra a identidade, ancestralidade e o poder da beleza negra, um verdadeiro manifesto visual e musical que você precisa assistir!

Assista agora!!!

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Maria Alice Xavier é anunciada como nova integrante da Banda Ibéji!

 


Cantora, compositora e atriz Maria Alice Xavier @marialice_of, de 15 anos, foi confirmada como integrante da ala de canto da banda Ibéji. Natural de Salvador, a jovem tem um currículo impressionante, com destaque no The Voice Kids (2021), sob mentoria de Carlinhos Brown, e participação no álbum POP XIRÊ.

Atuando desde 2022 no musical Dandara na Terra dos Palmares, Maria Alice estreia com a Ibéji no show “Identidade”, dia 1º de fevereiro, no Largo Tereza Batista, Pelourinho. A banda retorna ao palco no dia 16 e, no Carnaval, se apresenta no Bloco Afro Infantil Ibéji, dia 1º de março, no circuito Osmar.

Uma celebração da música e da cultura afro-brasileira! 🎵

terça-feira, 26 de novembro de 2024

LINK PARA CADASTRO NO CONCURSO CULTURAL REIS E RAINHA AFRO MIRIM 2025 DISPONIBILIZADO.

 


🎉 O Link para o nosso Concurso Cultural Rei Mominho, Rei e Rainha Afro Ibéji 2025 já está disponível!

Quer que sua Pérola seja uma das grandes estrelas do nosso Bloco no ano de 2025? Inscreva-se agora e participe da seleção que celebra a cultura e a ancestralidade africana! 🌍✨

📅 Inscrições: De 25/11 a 25/12

🌐 Acesse o link para inscrição: Na bio do nosso Instagram!

Não perca essa oportunidade de fazer parte de um movimento que valoriza a arte, a identidade e a beleza da Cultura Afro! 🖤

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CARNAVAL 2025 TEMA - KETO: BERÇO DA SABEDORIA IORUBÁ - REDUTO DE OXÓSSI.


"Ketu: Berço do Iorubá - Reduto de Oxóssi, o Rei Odé"

A história de Ketu, um dos principais reinos do antigo império iorubá, é repleta de simbolismo, espiritualidade e conexão com a natureza. Localizado na região que atualmente corresponde a partes do Benin e da Nigéria, Ketu não é apenas um lugar físico, mas também um espaço místico e ancestral, profundamente enraizado na cosmovisão dos povos iorubás. Este texto explora a cidade de Ketu como o berço de Oxóssi, o orixá das florestas, da caça e da sabedoria, revelando como a história, a geografia e os valores dessa região moldaram sua essência e importância espiritual.

"A Cidade de Ketu: Um Centro Político e Cultural"

Ketu foi um dos mais antigos e respeitados reinos iorubás, formado a partir da expansão dos descendentes de Odùduwà, o mítico fundador da nação iorubá. A cidade se destacava por sua organização política, que combinava a governança humana com o profundo respeito aos preceitos espirituais. Os reis de Ketu, conhecidos como Oba, eram considerados representantes diretos das divindades, uma ponte entre o mundo material e o espiritual.

A cidade era conhecida por sua fortaleza, protegida por muralhas e estruturas de terra batida que delimitavam seu território. Essas barreiras não apenas protegiam Ketu de invasões externas, mas também simbolizavam a proteção espiritual que os ancestrais e orixás ofereciam ao povo.

Ketu era um centro cultural vibrante, onde a música, a dança, e as celebrações desempenhavam um papel fundamental. Os rituais em honra aos orixás, especialmente Oxóssi, eram momentos de comunhão coletiva, onde a ligação entre os homens, a natureza e o divino se tornava palpável.

"As Florestas de Ketu: O Santuário de Oxóssi"

As florestas ao redor de Ketu não eram apenas paisagens naturais, mas territórios sagrados, povoados por espíritos, energias e mistérios. Para os habitantes da cidade, essas florestas representavam a vida em sua essência, oferecendo alimento, remédios e a conexão com o divino.

Oxóssi, conhecido como o rei das matas, encontra nessas florestas seu lar espiritual e físico. O orixá é associado à caça, mas não como um simples ato de sobrevivência. A caça, para Oxóssi, é um exercício de sabedoria, paciência e respeito pelos ciclos da natureza. Ele é visto como um protetor dos recursos naturais, aquele que assegura que a relação entre os humanos e o meio ambiente permaneça em equilíbrio.

A figura de Oxóssi em Ketu transcende a ideia de um caçador comum. Ele é um rei, o "Odé", que rege sobre os mistérios das matas, os animais e os segredos das plantas medicinais. Seu arco e flecha simbolizam a precisão e a determinação, características que inspiram os habitantes de Ketu a enfrentar os desafios da vida com coragem e estratégia.

Recursos Naturais: Fonte de Vida e Espiritualidade

Os recursos naturais de Ketu eram abundantemente explorados, mas sempre com um profundo respeito pelas leis espirituais que regiam a terra. As florestas forneciam alimentos como frutas, raízes e caças, enquanto as ervas medicinais eram amplamente utilizadas para a cura física e espiritual.

Para o povo de Ketu, cada elemento da natureza possuía uma energia vital que precisava ser respeitada. Antes de colher uma planta ou caçar um animal, era comum realizar rituais e oferendas, pedindo permissão aos orixás e aos espíritos da floresta. Essa prática garantia que a harmonia entre o mundo humano e o mundo natural fosse mantida.

Oxóssi desempenhava um papel central nesse equilíbrio. Como guardião das matas, ele não apenas protegia os recursos naturais, mas também ensinava aos homens o valor da moderação e da sustentabilidade. Ele repreendia o desperdício e a ganância, valores que poderiam desequilibrar a ordem sagrada da criação.

Ketu como Reduto de Oxóssi: Legado e Espiritualidade

A relação de Oxóssi com Ketu é profundamente simbólica, pois a cidade representa um local onde a espiritualidade, a natureza e a cultura humana se encontram em perfeita harmonia. O título de "Odé", dado a Oxóssi, reflete seu papel como um líder que guia não apenas os habitantes de Ketu, mas também todos aqueles que buscam sabedoria e conexão com a ancestralidade.

Os festivais em honra a Oxóssi são momentos de celebração coletiva, onde danças, cantos e rituais revelam a ligação profunda entre o povo e o orixá. Nessas ocasiões, o rei das matas é invocado como protetor, guia e símbolo de resistência cultural.

Além disso, a figura de Oxóssi em Ketu transcende as fronteiras do tempo e do espaço. Mesmo com a diáspora africana e a dispersão dos iorubás pelo mundo, especialmente nas Américas, o culto a Oxóssi permaneceu vivo. No Brasil, por exemplo, ele é celebrado no candomblé e em outras religiões afro-brasileiras, onde sua conexão com a caça, a sabedoria e a natureza continua a inspirar milhares de devotos.

"O Legado Vivo de Ketu e Oxóssi"

Ketu, como berço do povo iorubá e reduto de Oxóssi, é um símbolo de resistência, sabedoria e espiritualidade. Suas florestas, suas tradições e sua história representam um testemunho vivo da riqueza cultural e espiritual que os povos africanos legaram ao mundo.

A cidade, com suas muralhas protetoras e suas florestas sagradas, permanece como um lembrete da importância de preservar a conexão entre os humanos e a natureza. Oxóssi, como o rei Odé, ensina que essa relação deve ser guiada pela sabedoria, pela paciência e pelo respeito. Assim, Ketu e Oxóssi continuam a inspirar gerações, lembrando-nos de que a verdadeira riqueza está em viver em harmonia com a terra e com os princípios sagrados que ela encerra.